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Autor: Isabel Allende
Idioma: Português
Ano de edição: 2009
Páginas: 512
Editor: Edições Inapa
ISBN: 9789896810009
Preço: 20,00€

O novo livro ‘A Ilha Debaixo do Mar’ de Isabel Allende, é um bélissimo romance que narra a história de Zarité, uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII. Zarité foi vendida aos 9 anos de idade ao rico fazendeiro Toulouse Valmorain; entretanto teve boa estrela pois não conheceu o trabalho duro das plantações, tornou-se uma escrava doméstica; partilhando assim do dia-a-dia da familia do rico fazendeiro. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da indepêndencia, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo davida, Zarité podia contemplá-la comserenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela. Sob a égide da escravatura e da liberdade, Isabel Allende voltou a encontrar-se. Isto é, convida-nos a navegar por mares do inconfundível realismo mágico comum às suas obras. Dei por mim a encontrar ecos da Casa dos Espíritos… Além do mais, retratando a obra a vida dos escravos haitianos no século XVIII, era impossível não estar inundada de uma cultura plena de elementos mágicos e sobrenaturais… É um livro de amor, de desenganos, de desencontros, de acasos, de paixões ocultas… Entre plantações de cana de açucar e uma vida de negros sem vida, somos submersos num ritmo de sensações (as deles) e somos transportados ao sítio onde convivem demónios, deuses, vivos, mortos, negros, brancos, a crueldade e …a esperança.


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